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Micro-hospitais

O modelo médico-assistencial dos micro-hospitais já vem desde 2006 sendo implementado e testado nos Estados Unidos porém, aqui no Brasil, ainda é um assunto novo a ser explorado. Mas, afinal, como funcionam esses hospitais, qual a sua estratégia e como deve ser pensada a arquitetura dessas instituições? Quais as adaptações que esse modelo deveria sofrer para se adaptar e funcionar aqui no nosso país?

Micro-hospitais são instituições que se propõem a fazer o essencial, porém com extrema competência e agilidade. Essa velocidade no diagnóstico e atendimento gera uma alta rotatividade e torna o negócio financeiramente viável. Essa estrutura é a chave do negócio e deve ser completa, com laboratório e exames de imagem completos dando agilidade e diminuindo significativamente o tempo de permanência, esse o grande segredo da viabilidade do modelo. As experiências nos Estados Unidos demonstram que, com esse modelo, consegue-se diminuir o tempo de ingresso-alta em até 50%. Uma estrutura de ambulatórios, com modelo co-working de negócio, amplia a eficiência do Pronto Atendimento (PA) oferecendo uma estrutura para consulta médica das mais diversas especialidades.

Além de um pronto atendimento oferecendo serviços completos de emergência o hospital contará com um Centro Cirúrgico com 2 salas, geralmente, mais uma internação de curta/média permanência com até 18 leitos cirúrgicos.

Essas instituições atendem baixa e média complexidade, o que representa em torno de 85% dos casos e, para os demais, deverá ser firmada uma parceria com hospitais de maior porte para o papel de retaguarda na alta complexidade e longa permanência.

O paciente é o grande beneficiado, tendo uma experiência em um local de excelente qualidade em um modelo mais amigável a ele, com tempo reduzidos de espera, velocidade mais rápida na alta.

A arquitetura tem um papel muito importante nesse modelo e deve ter o papel de projetar um hospital compacto muito alinhado com o desenho da operação, encurtando os percursos e diminuindo área construída. Áreas como ambientes de estar são reduzidas, quartos de internação se tornam mais enxutos e salas de cirurgia podem ser um pouco menos já que abrigam equipamentos menores devido a menor complexidade da cirurgia. Outra idéia adotada para reduzir um grande custo é renunciar a cozinha completa e contratar esse serviço de restaurantes ou de hospitais próximos. Procurar ao máximo reduzir os custos de construção. Como a edificação é menor, perdemos bastante dos ganhos de compra em escala então, o custo acaba aumentando e por isso temos que ser inteligentes na escolha dos materiais.

Lá fora o negócio se estrutura através de uma "Joint Venture" entre operador e empresário mas e aqui no Brasil, funcionaria esse modelo ou teríamos que ir atrás de outra alternativa. Estamos com um projeto aqui no escritório para implementação de micro-hospitais que estrutura esse negócio de uma maneira bem diferente e inovadora mas, deixamos esse assunto para um outro post.

Conheça um pouco do case da empresa Emerus:

http://www.emerus.com/

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