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O futuro das apresentações de projeto de arquitetura na área da saúde


Foto: Jack Harding

Com a evolução da tecnologia dos softwares de arquitetura, vemos cada vez mais projetos bem apresentados, com imagens renderizadas de alta qualidade, uso de plantas humanizadas bem desenhadas e, agora se difundindo muito, o uso de realidade virtual, tornando a apresentação de projeto um processo muito mais imersivo. Na Seferin Arquitetura, os óculos de realidade virtual já são usados frequentemente e percebemos que o nível de entendimento de projeto aumentou e a experiência do cliente tornou-se muito mais prazerosa. Mas será que, nós arquitetos, estamos realmente fazendo o suficiente? A necessidade do entendimento de um projeto na área da saúde vai muito além da compreensão de materialização, layout de mobiliários e de ambientes humanizados, embora esse último item seja de extrema importância.

A representação gráfica do projeto de arquitetura não pode ser abandonada jamais. Com ela, mostramos toda a capacidade e potencial do ambiente de se transformar no objeto de desejo do cliente. Percorrido esse percurso, ainda nos faltará demonstrar como que será a operação dessa nova arquitetura e, nesse quesito, as imagens renderizadas falham enormemente. Os fluxos de um estabelecimento assistencial de saúde (EAS) geram movimentos que as imagens falham em representar e, portanto, futuros problemas podem passar despercebidos no momento da apresentação e isso gerará problemas no funcionamento e possível aumento de custo operacional.

A “vida em movimento”, como denomina Lauro Miquelin, da L+M Gets, é o que os arquitetos devem ambicionar. Devemos, portanto, apresentar ao nosso cliente, além das imagens renderizadas e plantas, a operação em movimento e como as equipes de enfermagem, médica, limpeza, nutrição, pacientes e visitantes se movimentarão no nosso EAS remodelado ou projetado. Hoje temos diversas maneiras de apresentar a “vida em movimento” como por exemplo, uma encenação com atores mostrando toda a movimentação dos usuários, tendo como cenário um esboço do ambiente projetado. Caro? Sim! Um projeto de grande porte justificaria esse investimento; outra alternativa, um pouco menos onerosa é utilizar softwares de animação para demonstrar o desenho da operação e seus movimentos, através de plantas isométricas com a animação de cada usuário. Esta alternativa, porém, ainda demanda bastante recurso e tempo despendido mas, o resultado final vai ser muito esclarecedor. Um outro modo de fazer essa demonstração é utilizar algumas ferramentas do design, como o “storyboard”, onde podemos mostrar a “vida em movimento” através de uma história em quadrinhos. Divertido, rápido de fazer e acessível a qualquer um.

Nas próximas semanas exemplificaremos esses casos na nossa página do facebook (https://www.facebook.com/healthlabseferin/) e instagram @healthlabseferin.



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