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Novos rumos do ensino e "Immersive Learning"


University of Leiden and the Leiden UMC e Microsoft HoloLens.

Quem nunca teve a sensação de que não conseguiu fixar nem a metade do conteúdo da aula ou treinamento que acabou de participar? Eu, quando ministro minhas aulas, que chegam a ter oito horas de duração em um único dia, tenho plena convicção de que alguns alunos, depois de um tempo, já não estão absorvendo muito do que estou dizendo. Não é para se envergonhar, você apenas estava vivenciando o fenômeno denominado “curva do esquecimento”. A hipótese, lançada em 1980 pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus, diz que em uma hora uma pessoa perde em média 50% do que lhe foi apresentado, em 24 horas perde 70% e em um mês chega a perder 90% do que lhe foi ensinado. Assustador, não é mesmo? Agora, imagine quando se trata de treinamentos para estudantes de medicina. O que devemos fazer então? A resposta é simples: mudar a maneira como lecionamos e aprendemos e, para isso, o uso de realidade virtual e aumentada se apresenta como uma das soluções.

Essa revolução do ensino já começa nas faculdades de medicina, onde os numerosos e pesados livros estão sendo substituídos por óculos de realidade virtual. Na Universidade Case Western Reserve, os laboratórios com cadáveres e as ilustrações 2D nos livros de medicina deram espaço para “óculos VR” com a utilização de seu aplicativo HoloAnatomy, onde o aluno pode rotacionar e virtualmente dissecar o corpo para enxergar as estruturas, sistemas e órgãos. Outras universidades e hospitais têm usado essa tecnologia para treinamento em cirurgias e nas emergência hospitalares, colocando virtualmente os médicos e a equipe assistencial em situações delicadas e de risco ao paciente, para observar as suas reações ao “problema”.

No Children´s Hospital Los Angeles a realidade virtual é usada para replicar situações de alto risco em emergências pediátricas colocando a equipe a prova em diversas situações de risco corriqueiras.

Na Universidade de Stanford os alunos estão usando a nova tecnologia para visualizar o interior de um coração em busca de problemas congênitos. Segundo o professor de Cardiologia Pediátrica, o coração é um órgão tridimensional complexo e é muito difícil descrever o que acontece dentro dele, especialmente quando algo não está bem. A realidade virtual elimina grande parte da complexidade já que permite que a pessoa olhe o órgão por dentro vendo o que acontece com os próprios olhos. Vale mais que mil palavras.

Estamos diante de uma grande revolução no ensino. Estudantes carregando uma “tonelada” de livros nas costas e assistindo à aulas onde o professor fala durante horas sem parar, em breve, serão imagens do passado.

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